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| imagem gerada por IA |
A inteligência artificial (IA) está impulsionando uma transformação sem precedentes na área de privacidade de dados, levando a um aumento significativo nos investimentos e a uma redefinição das práticas de governança. É o que revela o Data and Privacy Benchmark Study 2026 da Cisco, divulgado hoje, que destaca a privacidade como um pilar fundamental para a inovação responsável na era da IA.
O estudo, que ouviu 5.200 profissionais de tecnologia e segurança digital em 12 países, incluindo o Brasil, aponta que a IA é o principal catalisador por trás da expansão dos programas de privacidade. No Brasil, impressionantes 95% das organizações ampliaram suas iniciativas de privacidade, superando a média global de 90%. Além disso, 91% das empresas brasileiras planejam investir ainda mais na área, um indicativo claro da criticidade da privacidade para escalar a IA de forma responsável.
A transição para a era da IA apresenta novos desafios para a governança e gestão de dados. Globalmente, 65% das empresas – e 73% no Brasil – relatam dificuldades em acessar dados de alta qualidade de forma eficiente. Essa lacuna ressalta a necessidade urgente de aprimorar a higiene de dados, a compreensão, a transparência e a supervisão para construir e manter a confiança dos consumidores e reguladores.
Jen Yokoyama, vice-presidente sênior de Inovação Jurídica e Estratégia da Cisco, enfatiza a mudança fundamental que a IA impõe:
“A IA está forçando uma mudança fundamental no panorama de dados, exigindo uma governança holística de todos os dados - pessoais e não pessoais. As organizações precisam compreender profundamente e estruturar seus dados para garantir que toda decisão automatizada seja explicável. Não se trata apenas de compliance, mas de um motor essencial de escala para a inovação em IA.”
O estudo também aborda a crescente demanda por localização de dados, com 81% das organizações globalmente e 88% no Brasil enfrentando essa pressão. No entanto, a maioria das empresas argumenta que a localização de dados limita a capacidade de oferecer serviços integrados entre mercados. Cerca de 83% das empresas globais e 76% das brasileiras defendem regras internacionais mais harmonizadas para a transferência de dados, buscando um equilíbrio entre proteção e fluidez.
Harvey Jang, vice-presidente e diretor de privacidade (CPO) da Cisco, destaca a importância da consistência global:
“Para aproveitar todo o potencial da IA, as organizações (83%) defendem uma mudança em direção a padrões internacionais harmonizados. Elas reconhecem que a consistência global é uma necessidade econômica para garantir que os dados possam fluir de forma segura, mantendo elevados padrões de proteção, essenciais para a confiança.”
Para evoluir de um modelo de compliance reativo para uma abordagem proativa, as empresas devem investir em infraestrutura robusta de dados, priorizar a transparência e incorporar segurança e privacidade em todas as iniciativas de IA. Decisões embasadas sobre localização de dados, governança sólida de IA e capacitação de equipes são cruciais para construir confiança duradoura, impulsionar a inovação responsável e prosperar na economia digital orientada por IA.
O estudo da Cisco reforça que a privacidade não é apenas uma questão de conformidade regulatória, mas um diferencial estratégico que impulsiona a agilidade, a inovação e a fidelização de clientes na era da inteligência artificial.

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