Três em cada dez brasileiros têm propensão a consumir produtos e serviços ligados a bem-estar, revela Serasa Experian

imagem gerada por IA

Flavio Sartori

Um levantamento recente da Serasa Experian revela que o consumo de produtos e serviços relacionados a saúde, bem-estar e autocuidado deixou de ser um nicho para se tornar parte integrante do cotidiano de uma parcela significativa da população brasileira. O estudo aponta que 56,7 milhões de pessoas, o que representa 30% de uma base analisada de 188,7 milhões de CPFs, se enquadram no perfil “Vida Saudável e Fitness”.

O mapeamento, realizado por meio da plataforma proprietária Insights Hub da Serasa Experian, destaca que a afinidade de consumo desse grupo vai além do segmento fitness. Entre os indivíduos com esse perfil, 54,1% demonstram interesse em artigos de moda, 23,4% em serviços de food e mercado delivery, e 17% em cosméticos. Esses dados indicam um comportamento de consumo que integra autocuidado, conveniência e estilo de vida.

Giovana Giroto, CMO e Vice-Presidente de Marketing Solutions da Serasa Experian, ressalta que o crescimento do interesse por uma vida saudável e fitness sinaliza uma mudança consistente nos hábitos de consumo e no estilo de vida. Ela enfatiza a importância de estudos como este para desvendar as nuances desse público, permitindo que as marcas construam mensagens e ofertas mais alinhadas aos valores de cada grupo.

A análise também revela que a propensão ao bem-estar está distribuída de forma consistente entre diferentes faixas etárias, especialmente entre 18 e 48 anos. Isso reforça a ideia de que “vida saudável e fitness” abrange diversas motivações e momentos de consumo, desde autocuidado e rotina até performance e saúde preventiva.

Para empresas dos setores de alimentação, bebidas, varejo, esporte, saúde, beleza e serviços, esses dados representam uma valiosa oportunidade para direcionar suas estratégias. Compreender quem tem maior probabilidade de consumir e engajar com iniciativas ligadas ao tema, especialmente em períodos como o início do ano, pode otimizar campanhas e conteúdos sobre mudança de hábitos, transformando a propensão de consumo em insights práticos e reduzindo o “achismo” nas decisões de marketing.

Comentários