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O Brasil alcançou um marco histórico na indústria de defesa com a apresentação oficial do primeiro caça supersônico F-39E Gripen produzido em solo nacional. A cerimônia, realizada no complexo industrial da Embraer em Gavião Peixoto (SP), contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Vice-Presidente Geraldo Alckmin, o Ministro da Defesa José Múcio Monteiro Filho, e representantes das empresas Saab e Embraer, como Micael Johansson (Presidente e CEO da Saab) e Francisco Gomes Neto (Presidente e CEO da Embraer).
Este evento posiciona o Brasil em um seleto grupo de nações com a capacidade de desenvolver e produzir aeronaves de combate de alta complexidade, um feito inédito na América Latina.
A produção local do Gripen é fruto de uma parceria estratégica entre Brasil e Suécia, que inclui uma ampla transferência de tecnologia, beneficiando a indústria de defesa nacional e fortalecendo o país industrial e tecnologicamente, com potencial para se tornar um polo exportador.
A unidade da Embraer em Gavião Peixoto é responsável pela produção dos caças Gripen E, utilizando uma cadeia de suprimentos que envolve tanto fornecedores brasileiros quanto internacionais, incluindo aerostruturas fabricadas na unidade da Saab em São Bernardo do Campo. Outros 14 caças do contrato atual com a Força Aérea Brasileira (FAB) seguirão este mesmo modelo de produção.
Antes de sua entrega final, a aeronave passará por rigorosos testes funcionais e voos de ensaio. Após essa etapa, o caça se unirá às dez unidades já entregues ao Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA), localizado na Base Aérea de Anápolis.
O F-39E Gripen é considerado o vetor de defesa aérea mais avançado do Brasil, projetado para uma variedade de missões, como defesa aérea, reconhecimento e ataque. Ele integra aviônicos modernos, sensores, armamentos e sistemas de missão de ponta, otimizados para desempenho em ambientes complexos. Sua arquitetura centrada em rede e capacidades de fusão de sensores permitem o compartilhamento eficiente de informações táticas, aprimorando a consciência situacional e a resposta a ameaças.
O contrato firmado em 2014 com o governo brasileiro prevê o desenvolvimento e a produção de 36 caças Gripen (28 Gripen E monoposto e 8 Gripen F biposto). As entregas tiveram início em 2020, com 11 aeronaves já em operação. Desde fevereiro deste ano, o Gripen está ativo no Alerta de Defesa Aérea, a partir da Base Aérea de Anápolis, garantindo a proteção do espaço aéreo sobre o Distrito Federal.
A linha de produção do Gripen na Embraer, com as capacidades industriais estabelecidas no país, está preparada para atender não apenas os clientes atuais, mas também futuros do programa em todo o mundo.

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