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Pesquisa CISO Brasil mostra que 88% das organizações registraram aumento de ataques cibernéticos nos últimos dois anos; saiba quais são as principais ameaças e como se proteger
A segurança cibernética nunca foi tão desafiadora para as empresas brasileiras. De acordo com a Pesquisa CISO Brasil, conduzida pela Kaspersky, 88% das organizações registraram aumento no volume de ciberataques nos últimos dois anos, enquanto 84% relatam que essas ameaças também se tornaram mais sofisticadas. Para 86% dos líderes de segurança ouvidos, ainda há muito trabalho a ser feito para proteger sistemas e dados corporativos.
Os cibercriminosos mudaram de estratégia. Em vez de usar malware desde o início, eles passam a combinar ferramentas legítimas com inteligência artificial em diferentes etapas do ataque — tornando a detecção mais difícil para os sistemas de segurança tradicionais.
"Tratar phishing e engenharia social com seriedade permite identificar o problema mais cedo e agir a tempo de neutralizá-lo antes que cause prejuízos", afirma Roberto Rebouças, gerente executivo da Kaspersky no Brasil.
Os CISOs brasileiros apontaram os seguintes riscos como os mais preocupantes:
- Violações em nuvem e ataques com IA (62%)
- Phishing e engenharia social (32%)
- Ransomware (30%)
- Ataques à cadeia de suprimentos (28%)
- Riscos internos (26%)
- Ameaças persistentes avançadas — APTs (18%)
Além de lidar com ataques mais complexos, as equipes de segurança enfrentam gargalos operacionais internos. Os processos mais demorados na resposta a incidentes são:
- Análise de causa raiz (54%)
- Identificação de ameaças em tempo real (36%)
- Coordenação da resposta entre equipes (26%)
- Contenção e mitigação de incidentes (22%)
- Investigação de alertas de segurança (20%)
"Muitas organizações ainda dependem de processos manuais ou com pouca integração, o que aumenta o tempo necessário para conter um ataque", alerta Rebouças.
Especialistas da Kaspersky recomendam três ações prioritárias para fortalecer a segurança corporativa:
- Ampliar a visibilidade com inteligência de ameaças para identificar ataques antes que causem danos
- Adotar EDR e XDR para detectar atividades suspeitas com análise comportamental em tempo real
- Automatizar a resposta a incidentes para reduzir o tempo entre detecção e contenção
"Apesar da maior complexidade dos ataques, proteger a empresa e os dados de funcionários e clientes é uma tarefa possível para quem souber investir corretamente", conclui Rebouças.

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