Leão celebra 125 anos com 55,7% de participação no mercado de chás e anuncia R$ 100 milhões em investimentos até 2030.

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Flavio Sartori

A Leão celebra 125 anos de história reafirmando sua liderança absoluta no setor. Com 55,7% de participação em valor, segundo dados da Nielsen, a marca encerrou 2025 crescendo 16,4% — acima dos 13,6% registrados pela categoria, que faturou R$ 1,3 bilhão no ano.

Nos últimos três anos, a companhia acumulou crescimento de 34% e está presente em mais de 200 mil pontos de venda em todo o território nacional. Para o próximo ciclo, a Leão anuncia um plano estratégico com meta de dobrar o EBITDA até 2030, sustentado por três pilares: inovação contínua, eficiência operacional e diversificação de portfólio.

"Poucas empresas no Brasil conseguem atravessar mais de um século mantendo relevância, liderança e capacidade de se reinventar. A Leão chega aos 125 anos não apenas celebrando sua história, mas iniciando um novo ciclo de crescimento estruturado, com ambição, disciplina e visão de longo prazo", afirma Marcelo Correa, CEO da companhia.

Em 2025, a Leão realizou 11 lançamentos, ampliando sua conexão com a tradição brasileira e dialogando com novos perfis de consumo. Entre os destaques estão o Chimarrão Leão, o Tereré Leão e o Matte Guaraná — combinação de dois ícones da biodiversidade nacional. A linha Frutas e Flores também foi expandida com sabores como Camomila, Baunilha e Mel, além do avanço no segmento de food service, com soluções para restaurantes e cozinhas profissionais.

Após investir cerca de R$ 60 milhões nos últimos três anos, a Leão projeta mais R$ 100 milhões até 2030 destinados à modernização industrial, ampliação da capacidade produtiva e integração tecnológica. A empresa também acelera sua internacionalização, com presença crescente em Estados Unidos, Canadá, Espanha, Portugal, Japão e mercados do Oriente Médio.

O potencial de mercado segue expressivo: o consumo per capita de chá no Brasil passou de 13,5 doses anuais em 2016 para 24 doses em 2025, ainda muito abaixo de mercados maduros como Europa e Turquia. "Há um espaço enorme para ampliar o consumo, criar novas ocasiões e continuar educando o consumidor sobre os benefícios do chá, da erva-mate e das infusões no dia a dia", destaca Correa.

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