Jovens adultos e millennials lideram consumo durante a Copa do Mundo, aponta Serasa Experian

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Flavio Sartori

Jovens adultos das gerações Z e Millennials representam quase 70% dos brasileiros com maior propensão a aumentar os gastos durante a Copa do Mundo. É o que revela um levantamento da Serasa Experian, que analisou o perfil de 13,5 milhões de pessoas classificadas como parte da chamada “Nação do Futebol”.

O estudo foi realizado a partir de um novo atributo de hipersegmentação do Insights Hub, plataforma de inteligência de dados da companhia, voltada a identificar audiências com maior potencial de consumo em eventos sazonais. Segundo a Serasa Experian, esse público não é composto apenas por fãs do esporte, mas por consumidores mais engajados com o contexto do evento e suas oportunidades de consumo.

De acordo com os dados, os Millennials, com idades entre 29 e 43 anos, concentram 46,1% da base analisada. Já a Geração Z adulta, de 18 a 28 anos, representa 23,4%. Juntas, essas faixas somam 69,5% do total, indicando forte presença de consumidores em idade economicamente ativa e com maior participação nas decisões de compra.

Na sequência, aparece a Geração X (44 a 58 anos), com 24,1%, evidenciando um público amplo, mas com predominância de perfis mais conectados ao consumo e planejamento financeiro.

O levantamento também mostra uma leve predominância feminina entre os consumidores mais propensos a gastar durante o Mundial. As mulheres representam 52,7% da base, enquanto os homens somam 43,4% e os registros sem identificação de gênero correspondem a 3,9%.

Segundo a CMO e vice-presidente de Marketing Solutions da Serasa Experian, Giovana Giroto, o dado reforça a necessidade de campanhas mais inclusivas e diversificadas. “Não estamos falando apenas de fãs de futebol, mas de consumidores engajados com o momento. Entender esse perfil permite criar campanhas mais aderentes e eficazes”, afirma.

No recorte socioeconômico, as classes B e C predominam, somando 70,9% da “Nação do Futebol”. A classe B representa 37,9% do total, enquanto a classe C responde por 33%. Já a classe D aparece com 15,8%.

A análise de renda revela um público heterogêneo. Mais da metade (53%) possui renda de até R$ 4 mil mensais, divididos igualmente entre as faixas de até R$ 2 mil e de R$ 2.001 a R$ 4 mil. Por outro lado, 18,3% têm renda superior a R$ 10 mil, indicando espaço para estratégias que vão desde ofertas mais acessíveis até produtos e experiências premium.

Para a Serasa Experian, os dados mostram que o comportamento de consumo durante a Copa vai além do interesse pelo futebol. A nova funcionalidade do Insights Hub permite identificar consumidores com maior probabilidade de gastar em diferentes ocasiões, como Black Friday, Natal e outras datas relevantes do varejo.

A proposta é ajudar empresas a irem além dos recortes tradicionais de público, considerando também o contexto e a intenção de consumo. “Nem todo fã de futebol está disposto a gastar durante a Copa. A inteligência de dados permite identificar quem realmente tem maior propensão a consumir, aumentando a eficiência das campanhas e reduzindo a dispersão de mídia”, explica Giroto.

O estudo foi realizado em maio de 2026 com base na análise de 13.488.831 consumidores identificados na base da Serasa Experian, em comparação com um universo de 194,8 milhões de brasileiros. A metodologia cruzou dados comportamentais, socioeconômicos e de afinidade, respeitando as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

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