7 dicas para não cair em golpes durante as férias de julho

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Flavio Sartori

Especialista em cibersegurança alerta para anúncios falsos, perfis clonados e fraudes via PIX que se multiplicam no período de alta procura por viagens

Com a chegada das férias escolares de julho, cresce a procura por passagens, hospedagens e pacotes turísticos — e junto com ela, a atuação de criminosos digitais. Segundo Vinicius Ferreira, CEO da T2Sec, empresa especializada em cibersegurança, o período é marcado por um aumento expressivo de golpes envolvendo reservas de hotéis, aluguel de imóveis por temporada e passagens aéreas.

A combinação de alta demanda, promoções aparentemente imperdíveis e decisões tomadas às pressas cria terreno fértil para fraudes. Os golpes variam desde anúncios falsos em redes sociais e sites clonados até perfis que se passam por hotéis, pousadas e proprietários, induzindo vítimas a realizar pagamentos antecipados — principalmente via PIX.

De acordo com o Relatório Global de Tendências de Fraude Omnichannel, da TransUnion, 40% dos brasileiros já foram alvo de tentativas de fraude por e-mail, internet, telefone ou aplicativos de mensagens. Desse total, 10% caíram no golpe, com prejuízo mediano de 

"Os golpes atuais não dependem necessariamente de invasões sofisticadas. Em muitos casos, o criminoso usa informações públicas, cria anúncios extremamente convincentes e induz a vítima a tomar uma decisão rápida. Quando falamos de viagens, o senso de urgência provocado por uma suposta promoção ou pela escassez de vagas é um dos principais gatilhos explorados pelos fraudadores", explica Ferreira.

As 7 dicas do especialista
  • Pesquise avaliações em diferentes plataformas: não confie apenas nos comentários do próprio anúncio; cruze informações em redes sociais, buscadores e sites independentes.

  • Confirme se o hotel ou imóvel existe de fato: verifique site oficial, telefone e redes sociais, e sempre que possível ligue diretamente para o local.

  • Evite fechar negócio só pelo WhatsApp: migrar a conversa para fora das plataformas oficiais elimina proteções ao consumidor e dificulta contestações.

  • Desconfie de preços muito abaixo do mercado: descontos exagerados são usados para reduzir o senso crítico e acelerar a decisão de compra.

  • Confira para quem o dinheiro será enviado: antes de qualquer PIX, confirme se a conta pertence à empresa ou ao proprietário identificado na reserva.

  • Pesquise o CNPJ e os dados da empresa: consulte endereço, tempo de atuação e histórico público antes de fechar negócio.

  • Não tome decisões sob pressão: frases como "última vaga" ou "promoção acaba em 5 minutos" são táticas clássicas de engenharia social.

Golpes mais comuns no período
  • Anúncios falsos de hospedagem em redes sociais

  • Sites clonados de hotéis e pousadas

  • Perfis falsos de imóveis por temporada

  • Falsas centrais de atendimento por telefone e WhatsApp

  • Cobranças via PIX para contas de terceiros

  • Links falsos de pagamento enviados por mensagens

  • Negociações fechadas totalmente fora das plataformas oficiais

"Hoje o maior risco não está apenas na tecnologia utilizada pelos criminosos, mas na velocidade com que conseguem construir uma falsa sensação de credibilidade. O consumidor precisa incorporar a verificação como parte do processo de compra, principalmente em períodos de grande movimentação, como as férias escolares", finaliza Ferreira.

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