Fraudes no e-commerce recuam em junho, mas tentativas miram compras de maior valor, diz Equifax BoaVista

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Flavio Sartori

As tentativas de fraude no comércio eletrônico brasileiro recuaram em junho, mas os criminosos passaram a concentrar esforços em transações mais altas. Segundo o Índice de Fraude da Equifax BoaVista, 1,08% das transações digitais analisadas no mês apresentaram indícios de fraude, com queda no volume suspeito, mas alta de 10,7% no ticket médio das operações fraudulentas.

Na comparação com maio, o número de transações suspeitas caiu 7,4%, para 23,07 milhões, enquanto o valor médio subiu para R$ 986,93. O dado fica acima da média dos últimos seis meses e sugere mudança de estratégia dos fraudadores, que estariam mirando operações de maior valor.

A empresa informa que seus sistemas bloquearam 248,6 mil transações fraudulentas em junho, o equivalente a R$ 245,3 milhões em operações digitais impedidas. Em relação a maio, houve recuo tanto na quantidade de fraudes bloqueadas quanto no valor financeiro protegido.

Segundo Juliano Manrique, superintendente de Produtos de ID&Fraud da Equifax BoaVista, o movimento reflete a acomodação do mercado após o pico de tentativas observado em maio, mas também mostra uma adaptação dos criminosos. Para os especialistas da companhia, o cenário reforça a importância do monitoramento contínuo e do uso de inteligência artificial para detectar alterações no padrão das fraudes.

Na comparação anual, entre junho de 2025 e junho de 2026, o volume de casos suspeitos aumentou 48,9%, enquanto o valor das transações aprovadas após análise cresceu 68%, para R$ 11,74 bilhões. A Equifax BoaVista avalia que isso indica maior capacidade do varejo de aprovar operações legítimas sem abrir mão da segurança.

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