Golpe da falsa central se sofisticou e já tem múltiplas versões; veja como funciona e como se proteger
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| imagem gerada por IA |
O golpe da falsa central telefônica tem se tornado cada vez mais sofisticado no Brasil, com criminosos adotando diferentes estratégias para se passar por instituições financeiras e enganar clientes. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) alerta que as abordagens incluem ligações, mensagens e até tecnologias que simulam números oficiais de bancos.
Segundo a entidade, os golpistas utilizam técnicas de engenharia social para manipular as vítimas e obter dados pessoais, senhas bancárias ou induzir transferências financeiras. Em muitos casos, as abordagens são altamente realistas, com simulação de atendimentos completos, incluindo transferências entre setores e uso de trilhas sonoras semelhantes às de centrais reais.
Os fraudadores utilizam diversos canais para abordar as vítimas. Entre os principais estão:
- Ligações telefônicas com números falsificados por meio da técnica conhecida como spoofing, que faz a chamada parecer originada do banco
- Mensagens via SMS ou WhatsApp com links maliciosos
- E-mails e páginas falsas que imitam os canais oficiais das instituições financeiras
A Febraban identificou variações recorrentes do golpe da falsa central. Entre as mais comuns estão:
- Falsos gerentes que informam supostas fraudes, como compras indevidas ou clonagem de cartão, e solicitam dados para “resolver” o problema
- Alegações de que a conta ou agência está sob investigação, com envio de boletins de ocorrência falsos para convencer a vítima a transferir recursos para uma conta “segura”
- Avisos sobre acesso suspeito à conta a partir de um novo dispositivo, seguidos de pedidos de confirmação de dados sensíveis
- Comunicação sobre transações de alto valor ou compras suspeitas, com solicitação de informações para cancelamento
- Mensagens sobre expiração de milhas ou benefícios, com links que direcionam para páginas fraudulentas ou instalam aplicativos maliciosos
Durante a abordagem, os criminosos costumam solicitar:
- Senhas bancárias, tokens e dados pessoais
- Informações completas da conta
- Transferências via Pix ou outros meios
- Instalação de aplicativos ou acesso a links suspeitos
De acordo com Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban, embora as estratégias variem, a lógica do golpe permanece a mesma. “O bandido usa técnicas de engenharia social, manipulando a vítima para obter informações confidenciais ou induzir transações financeiras”, afirma.
A Febraban reforça que há padrões claros que ajudam a identificar fraudes. Instituições financeiras:
- Nunca solicitam senhas, tokens ou dados pessoais por telefone
- Nunca pedem transferências para resolver problemas na conta
- Não pressionam clientes a tomar decisões imediatas
- Não orientam a instalação de aplicativos fora das lojas oficiais
- Não enviam motoboys para retirada de cartões
Para evitar cair no golpe, especialistas recomendam:
- Desligar imediatamente chamadas suspeitas e procurar o banco pelos canais oficiais
- Não clicar em links enviados por mensagens
- Desconfiar de qualquer senso de urgência
- Nunca instalar aplicativos indicados por terceiros
Se houver suspeita ou confirmação de fraude, a orientação é agir rapidamente:
- Informar o banco para bloqueio de acessos e reforço de segurança
- Registrar um boletim de ocorrência
- Monitorar movimentações financeiras e trocar senhas imediatamente
A Febraban destaca que a informação é uma das principais ferramentas de prevenção. “Se houver qualquer solicitação ativa de dados ou pedidos incomuns envolvendo Pix ou transferências, é golpe”, reforça Mielle.

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