Golpe da falsa central se sofisticou e já tem múltiplas versões; veja como funciona e como se proteger

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Flavio Sartori

O golpe da falsa central telefônica tem se tornado cada vez mais sofisticado no Brasil, com criminosos adotando diferentes estratégias para se passar por instituições financeiras e enganar clientes. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) alerta que as abordagens incluem ligações, mensagens e até tecnologias que simulam números oficiais de bancos.

Segundo a entidade, os golpistas utilizam técnicas de engenharia social para manipular as vítimas e obter dados pessoais, senhas bancárias ou induzir transferências financeiras. Em muitos casos, as abordagens são altamente realistas, com simulação de atendimentos completos, incluindo transferências entre setores e uso de trilhas sonoras semelhantes às de centrais reais.

Os fraudadores utilizam diversos canais para abordar as vítimas. Entre os principais estão:

  • Ligações telefônicas com números falsificados por meio da técnica conhecida como spoofing, que faz a chamada parecer originada do banco

  • Mensagens via SMS ou WhatsApp com links maliciosos

  • E-mails e páginas falsas que imitam os canais oficiais das instituições financeiras


A Febraban identificou variações recorrentes do golpe da falsa central. Entre as mais comuns estão:

  • Falsos gerentes que informam supostas fraudes, como compras indevidas ou clonagem de cartão, e solicitam dados para “resolver” o problema

  • Alegações de que a conta ou agência está sob investigação, com envio de boletins de ocorrência falsos para convencer a vítima a transferir recursos para uma conta “segura”

  • Avisos sobre acesso suspeito à conta a partir de um novo dispositivo, seguidos de pedidos de confirmação de dados sensíveis
  • Comunicação sobre transações de alto valor ou compras suspeitas, com solicitação de informações para cancelamento

  • Mensagens sobre expiração de milhas ou benefícios, com links que direcionam para páginas fraudulentas ou instalam aplicativos maliciosos


Durante a abordagem, os criminosos costumam solicitar:

  • Senhas bancárias, tokens e dados pessoais
  • Informações completas da conta

  • Transferências via Pix ou outros meios

  • Instalação de aplicativos ou acesso a links suspeitos


De acordo com Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban, embora as estratégias variem, a lógica do golpe permanece a mesma. “O bandido usa técnicas de engenharia social, manipulando a vítima para obter informações confidenciais ou induzir transações financeiras”, afirma.

A Febraban reforça que há padrões claros que ajudam a identificar fraudes. Instituições financeiras:

  • Nunca solicitam senhas, tokens ou dados pessoais por telefone

  • Nunca pedem transferências para resolver problemas na conta

  • Não pressionam clientes a tomar decisões imediatas

  • Não orientam a instalação de aplicativos fora das lojas oficiais

  • Não enviam motoboys para retirada de cartões


Para evitar cair no golpe, especialistas recomendam:

  • Desligar imediatamente chamadas suspeitas e procurar o banco pelos canais oficiais

  • Não clicar em links enviados por mensagens

  • Desconfiar de qualquer senso de urgência

  • Nunca instalar aplicativos indicados por terceiros


Se houver suspeita ou confirmação de fraude, a orientação é agir rapidamente:

  • Informar o banco para bloqueio de acessos e reforço de segurança

  • Registrar um boletim de ocorrência

  • Monitorar movimentações financeiras e trocar senhas imediatamente

A Febraban destaca que a informação é uma das principais ferramentas de prevenção. “Se houver qualquer solicitação ativa de dados ou pedidos incomuns envolvendo Pix ou transferências, é golpe”, reforça Mielle.

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