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| imagem gerada por IA |
Os golpes que usam QR Code entraram em uma nova fase e já representam 11% dos e-mails de phishing detectados pela ESET, segundo o ESET Threat Report H1 2026. A empresa aponta cerca de 100 mil detecções por mês, com criminosos explorando a familiaridade do público com a tecnologia para levar vítimas a sites falsos, roubar credenciais e aplicar fraudes financeiras.
O movimento é preocupante porque o QR Code faz parte da rotina de milhões de brasileiros, especialmente em pagamentos via Pix e no acesso a serviços do dia a dia. Nesse cenário, o usuário tende a escanear o código sem verificar com atenção o destino do link, o que favorece o chamado quishing, modalidade de phishing que usa códigos QR para enganar as vítimas.
No Brasil, a adoção da tecnologia ajuda a explicar o alcance da fraude. Pesquisa da CNDL e do SPC Brasil citada pela ESET indica que 86% dos consumidores brasileiros já fizeram pagamentos com QR Code, o que reduz a desconfiança diante de códigos aparentemente legítimos.
A recomendação dos especialistas é desconfiar de QR Codes recebidos por e-mail, mensagens ou aplicativos de conversa sem solicitação prévia, sobretudo quando o conteúdo envolve pagamento, atualização cadastral ou acesso a contas. Também é importante conferir o endereço da página aberta após o escaneamento e evitar códigos colados sobre placas, cartazes ou equipamentos públicos, que podem ter sido adulterados.
“Os criminosos entendem esse comportamento e passaram a explorar justamente essa confiança”, afirmou Jonathan Ramos, pesquisador de segurança da ESET no Brasil. Para ele, a regra é tratar o QR Code desconhecido com o mesmo nível de cautela de um link suspeito.

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