Retorno sobre investimento em IA se torna prioridade das empresas em nova fase de maturidade digital

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Flavio Sartori

Apenas 27% das organizações conseguiram escalar iniciativas de inteligência artificial generativa para ambientes de produção, aponta estudo global da Concentrix em parceria com a Everest Group. O dado sinaliza que o mercado corporativo entra em uma nova etapa na adoção da tecnologia, na qual a geração de resultados concretos para o negócio ganha protagonismo sobre a simples implementação de ferramentas.

A pesquisa "Transformando iniciativas de IA em impacto em escala empresarial" ouviu mais de 450 líderes empresariais e revela que 41% das companhias ainda permanecem presas à fase de projetos-piloto, sem conseguir avançar para uma aplicação mais ampla da tecnologia. Entre os principais obstáculos identificados, 56% dos executivos citam a falta de competências internas em IA como o maior entrave para escalar essas iniciativas.

Segundo a Concentrix, líder global em tecnologia e serviços, o período inicial de adoção acelerada da IA está dando lugar a uma fase mais madura, voltada à mensuração de resultados. "Estamos entrando em uma nova etapa da inteligência artificial. Nos últimos anos, o foco esteve concentrado na adoção da tecnologia. Agora, as empresas querem entender como transformar esses investimentos em crescimento, eficiência e vantagem competitiva", afirma Cleber Santos, country manager da Concentrix Brasil.

Para o executivo, o retorno sobre o investimento em IA depende diretamente da capacidade das empresas de integrar tecnologia, processos e pessoas em uma estratégia coesa — e não apenas da sofisticação das ferramentas adotadas.

O estudo aponta um risco recorrente entre as organizações: limitar o uso da IA à redução de custos. Segundo Santos, essa abordagem restringe o potencial da tecnologia, que pode ir muito além da eficiência operacional.

O maior valor da inteligência artificial, segundo o executivo, está em:

  • Apoiar processos de tomada de decisão
  • Ampliar a capacidade produtiva das equipes
  • Aprimorar a experiência dos clientes
  • Criar novas oportunidades de negócio
  • Governança e capacitação como diferenciais

De acordo com a pesquisa, o avanço da IA nas organizações depende menos da tecnologia disponível e mais da forma como as empresas conduzem sua jornada de transformação digital. Investimentos em capacitação de equipes, revisão de processos internos, estruturação de governança e definição clara de casos de uso aparecem como fatores decisivos para transformar iniciativas em resultados efetivos.

"O desafio atual vai além da implementação da inteligência artificial. O diferencial está em criar as condições para que a IA gere valor de forma contínua. Empresas que desenvolvem competências internas e estabelecem uma governança adequada ampliam sua capacidade de escalar iniciativas e transformar investimentos em resultados consistentes para o negócio", complementa Santos.

Para a Concentrix, o cenário reforça uma transformação estrutural na forma como as empresas planejam suas estratégias de inteligência artificial — cada vez mais orientadas à integração entre tecnologia, pessoas e processos, com foco na geração sustentável de valor para o negócio.

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