![]() |
| imagem gerada por IA |
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 25% em relação ao mesmo período de 2025. Os resultados foram apresentados nesta quarta-feira (12) em São Paulo, e mostram um banco em ritmo acelerado de expansão de crédito, ativos e patrimônio.
No acumulado de 12 meses, o lucro recorrente do BNDES chegou a R$ 17,1 bilhões, o maior valor já registrado pela instituição — recorde histórico que supera o patamar de R$ 15,6 bilhões observado até março deste ano. O ROE (Return on Equity) recorrente, principal indicador de rentabilidade do banco, foi de 19,2%, alta de 0,4 ponto percentual em relação ao primeiro semestre de 2025.
Já o lucro líquido do semestre, considerando as mudanças introduzidas pela Resolução CMN nº 4.966, somou R$ 14,9 bilhões, aumento de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Os ativos totais do BNDES alcançaram R$ 1,05 trilhão em 30 de junho de 2026, marca inédita para a instituição. A trajetória de crescimento tem sido acelerada: os ativos passaram de R$ 841 bilhões em 2024 para R$ 962 bilhões no fim de 2025, chegaram a R$ 995 bilhões no primeiro trimestre deste ano e, finalmente, romperam a barreira de R$ 1 trilhão no segundo trimestre — um salto de R$ 63 bilhões em apenas três meses.
O patrimônio líquido do banco atingiu R$ 181 bilhões em 30 de junho de 2026, enquanto o Índice de Basileia permanece confortavelmente acima do mínimo regulatório, reforçando a solidez financeira da instituição.
A carteira de crédito expandida, que inclui debêntures e recebíveis, totalizou R$ 684 bilhões, alta de 14% em relação ao primeiro semestre de 2025 e o maior patamar desde 2016.
No primeiro semestre de 2026, consultas, aprovações e desembolsos registraram crescimento expressivo em todas as frentes:
As consultas de crédito, primeira etapa do fluxo de financiamento do banco, cresceram 72%, totalizando R$ 237,7 bilhões.
As aprovações de crédito somaram R$ 110,6 bilhões, alta de 52%.
Os desembolsos alcançaram R$ 74,8 bilhões, avanço de 37%.
O total de aprovações de crédito e operações garantidas somou R$ 154 bilhões, aumento de 19%, dos quais R$ 43,4 bilhões em garantias concedidas para operações de agentes financeiros.
Por setor, o crédito à infraestrutura teve o maior avanço entre as aprovações, com alta de 91% e total de R$ 46 bilhões — o maior crescimento entre todos os segmentos financiados pelo banco. Na sequência aparece a agropecuária, com expansão de 46% e R$ 24,8 bilhões aprovados, seguida por comércio e serviços, com R$ 17,3 bilhões (+27%), e indústria, com R$ 22,5 bilhões (+24%).
O apoio a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) também acelerou, somando R$ 108,2 bilhões nos primeiros seis meses do ano, alta de 22% em relação aos R$ 88,8 bilhões registrados no mesmo período de 2025.
A qualidade da carteira de crédito do BNDES permanece um diferencial da instituição: a inadimplência acima de 90 dias ficou em 0,05% no período, patamar muito inferior ao registrado pelo Sistema Financeiro Nacional como um todo, que variou em torno de 4,68% no geral e 0,66% para grandes empresas em junho de 2026.
Para Aloysio Mercadante, presidente do BNDES, os números confirmam a maturidade da instituição como motor de investimento no país. "O BNDES alcançou o tamanho necessário para promover o desenvolvimento econômico que o Brasil precisa", afirmou o executivo durante a apresentação dos resultados.

Comentários
Postar um comentário