Gen lança Fearless Planet Index, um "mapa do tempo" para golpes e ameaças cibernéticas ao redor do mundo
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| imagem gerada por IA |
A Gen (NASDAQ: GEN), empresa por trás de marcas como Norton, Avast, LifeLock e MoneyLion, lançou o Fearless Planet Index (FPI), um centro de inteligência em segurança digital atualizado continuamente que oferece insights em tempo real sobre golpes, ameaças cibernéticas e riscos à identidade em 245 países e territórios.
A proposta da ferramenta é simples na comparação: assim como as pessoas consultam a previsão do tempo antes de decidir o que vestir ou se é seguro viajar, até agora não existia uma forma equivalente de compreender os riscos digitais que se formam ao redor do mundo. Alimentado pela telemetria dos Gen Threat Labs, o FPI transforma bilhões de sinais de segurança do mundo real em uma visualização interativa do cenário atual de ameaças digitais, permitindo acompanhar tempestades de golpes à medida que se formam e se deslocam entre países.
Com o FPI, os usuários podem selecionar um país para explorar os golpes mais relevantes, ameaças de malware e alertas de identidade mais evidentes; verificar se cada ameaça aumentou, diminuiu, permaneceu estável ou apareceu como novidade em relação ao dia anterior; e abrir perfis detalhados que explicam cada ameaça e oferecem orientações práticas de proteção. A ferramenta está disponível em fpi.gendigital.com.
Nos Estados Unidos, os golpes de compras online estão entre os mais prevalentes monitorados pelo FPI em julho, à medida que cibercriminosos se passam por varejistas confiáveis por meio de sites falsos, anúncios patrocinados em redes sociais, resultados de busca e e-mails promocionais com produtos a preços excepcionalmente baixos.
Já na Europa, os dados mostram golpes românticos online em ascensão em países como Alemanha, Suécia, Noruega, Bélgica e República Tcheca, à medida que criminosos exploram relacionamentos online para conquistar a confiança das vítimas antes de manipulá-las a enviar dinheiro ou compartilhar informações pessoais sensíveis.
Para quem, nas Américas, se prepara para fazer compras online na temporada de outono e volta às aulas, o FPI recomenda:
Comprar em varejistas conhecidos ou pesquisar avaliações independentes antes de comprar em sites desconhecidos.
Analisar atentamente o site, verificando erros de grafia na URL e a presença de informações de contato legítimas, detalhes de envio e política clara de devolução.
Pagar com cartão de crédito ou outro método com proteção ao comprador, evitando transferência bancária, criptomoedas, cartões-presente ou outros pagamentos irreversíveis.
Já para quem, na Europa, busca um romance de fim de verão, as recomendações incluem manter cautela se a pessoa evitar chamadas de vídeo ou encontros pessoais, nunca enviar dinheiro, cartões-presente ou dados de contas para alguém que não se conheceu na vida real, e manter o perfil de relacionamento privado, evitando compartilhar informações pessoais, financeiras ou fotos íntimas precocemente.
O FPI monitora as ameaças mais relevantes em 245 países e territórios, e as primeiras análises mostram o phishing como a categoria de golpe mais prevalente em nível global. Ameaças específicas — como golpes de compras online, golpes românticos, falso suporte técnico e golpes financeiros — variam consideravelmente entre países, o que permite ir além da visão global e entender quais riscos são mais relevantes em cada local.
Em seu lançamento, o índice registra mais de 120 milhões de ataques de phishing detectados no recorte mais recente de 30 dias, com mais de 80% das ameaças categorizadas classificadas como golpes ou publicidade maliciosa, em vez de malware tradicional. Os golpes de compras online estão entre os mais prevalentes identificados na América do Norte e na Europa, refletindo como os cibercriminosos direcionam cada vez mais seus ataques às compras online do dia a dia.
Embora o phishing lidere globalmente, a combinação de ameaças varia por país e região. Segundo o FPI, a América Latina apresentou o menor risco digital médio (22,0%), seguida pelo Oriente Médio e África (25,6%), Ásia-Pacífico (27,4%) e Europa (28,5%). A América do Norte registrou o maior índice, com 29,6%.
O dado chama atenção justamente por contrastar com outros levantamentos recentes sobre cibersegurança na região: segundo a Check Point Research, a América Latina é hoje a região com maior volume de ataques cibernéticos por semana no mundo, superando até a África, com as empresas latino-americanas sofrendo cerca de 40% mais ataques do que a média global. A aparente contradição se explica pela natureza diferente dos indicadores — enquanto o FPI da Gen mede riscos digitais voltados ao consumidor final, como golpes e phishing, os levantamentos de cibersegurança corporativa medem tentativas de invasão a redes e sistemas empresariais.

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