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Um estudo global da TransUnion revela que a Geração Z, o grupo que cresceu imerso no ambiente digital, é justamente o mais vulnerável a golpes financeiros online — desafiando a ideia de que familiaridade com tecnologia significa proteção automática contra fraudes.
De acordo com a pesquisa, 39% dos entrevistados da Geração Z relataram ter perdido dinheiro com fraudes por e-mail, internet, telefone ou mensagens de texto no último ano, um percentual bem acima da média de 26% registrada entre consumidores de 18 países e regiões pesquisados. No Brasil, o cenário segue o mesmo padrão: 33% dos jovens dessa geração afirmaram ter sofrido perdas financeiras com fraudes, o maior índice entre todas as faixas etárias, contra uma média nacional de 24%.
O impacto financeiro também tem crescido. Levantamentos recentes da TransUnion mostram que a perda média por golpe digital no Brasil chegou a R$ 10.699, um aumento de 60% em relação a 2024.
Crescer rodeado de internet, redes sociais e aplicativos desde a infância não tornou a Geração Z mais protegida contra golpes — pelo contrário. Por estarem entre os grupos mais ativos online, fazendo compras, usando aplicativos de pagamento, jogando em plataformas digitais e gerenciando boa parte da vida pelo celular, esses jovens acabam expostos a um número maior de oportunidades para fraudadores agirem.
Entre os golpes que mais causaram perdas financeiras à Geração Z está a fraude baseada em confiança, envolvendo vendedores terceiros em sites legítimos de e-commerce, responsável por 27% dos casos. Outro destaque é o chamado golpe da "conta laranja", em que indivíduos permitem que suas contas bancárias sejam usadas para transações de terceiros, muitas vezes sem entender completamente os riscos legais envolvidos.
Para Wallace Massola, Head de Soluções de Prevenção a Fraudes da TransUnion Brasil, o principal aprendizado do estudo é que familiaridade com tecnologia não deve ser confundida com proteção. "Os golpes estão mudando. Muitos fraudadores deixaram de tentar invadir sistemas e passaram a investir em estratégias que exploram a confiança das pessoas. Eles utilizam mensagens, ofertas, abordagens em redes sociais e contatos que parecem legítimos para convencer a vítima a compartilhar informações ou tomar uma ação", afirma o executivo.
Segundo Massola, a sofisticação técnica já não é o principal fator de sucesso dos golpes. "Hoje, os golpes mais bem-sucedidos não são necessariamente os mais complexos do ponto de vista tecnológico. Muitas vezes, são os que conseguem parecer verdadeiros. Por isso, proteção depende cada vez mais de uma combinação entre educação digital, tecnologia e mecanismos capazes de identificar comportamentos de risco ao longo da jornada online", explica.
A tendência identificada no Brasil reflete um movimento observado globalmente: em vez de explorar vulnerabilidades técnicas de sistemas e dispositivos, os criminosos têm concentrado esforços em convencer as próprias pessoas a compartilhar dados, autorizar transações ou conceder acessos indevidos.
Para apoiar empresas nesse cenário, a TransUnion Brasil estrutura sua atuação em prevenção a fraudes em quatro pilares complementares:
- Autenticações invisíveis.
- Inteligência antifraude.
- Know Your Customer (KYC), compliance, prevenção à lavagem de dinheiro (PLD) e análises reputacionais.
- Enriquecimento e dados para validação.
Essas frentes atuam em diferentes camadas de decisão, ajudando empresas a reduzir fraudes, cumprir exigências regulatórias, melhorar a qualidade dos dados e proteger a experiência do cliente ao longo de toda a jornada digital.
Metodologia: o estudo da TransUnion baseou-se em pesquisa global com 12.730 consumidores em 18 países e regiões, realizada entre 20 de novembro e 9 de dezembro de 2025, além de dados da própria gama de soluções antifraude da empresa. No Brasil, mil pessoas foram entrevistadas entre 20 de novembro e 5 de dezembro de 2025, como parte da pesquisa global. Os países e regiões com dados específicos no relatório incluem Brasil, África do Sul, Botsuana, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Espanha, Estados Unidos, Filipinas, Guatemala, Honduras, Hong Kong, Índia, México, Namíbia, Nicarágua, Porto Rico, Quênia, Reino Unido, República Dominicana, Ruanda e Zâmbia.

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