Norton alerta para impacto da IA na desinformação nas eleições de 2026 e ensina a identificar fake news

imagem gerada por IA

Flavio Sartori

Em ano eleitoral no Brasil, a Norton, marca de cibersegurança da Gen (NASDAQ: GEN), alerta para o impacto do avanço da inteligência artificial na produção e disseminação de desinformação. Embora a tecnologia expanda o acesso à informação, ela também pode ser utilizada para sofisticar a criação de fake news, permitindo a produção de textos, imagens, áudios e vídeos manipulados — os chamados deepfakes — praticamente indistinguíveis de conteúdos legítimos.

À medida que a corrida eleitoral avança, especialistas alertam para o risco de vídeos e áudios gerados por IA, imagens fora de contexto ou narrativas criadas para tentar manipular a opinião pública. O cenário exige cautela, especialmente diante de conteúdos que podem envolver golpes, manipulação emocional e desinformação — e o fenômeno já é visível no país: presidenciáveis e pré-candidatos vêm utilizando IA generativa em jingles, sátiras e peças de ataque político desde os primeiros meses da pré-campanha.

"A inteligência artificial transformou a desinformação em um desafio contínuo: não estamos mais lidando apenas com textos falsos, mas com uma tecnologia capaz de fabricar realidades sob medida em segundos. A cibersegurança evolui para detectar esses desvios, mas a verdadeira virada de jogo acontece na mente das pessoas. Em momentos de grande apelo emocional, como o período eleitoral, fazer uma pausa para avaliar a informação antes de reagir é o ato de defesa digital mais poderoso que existe", afirma Iskander Sanchez-Rola, Diretor Sênior de IA e Inovação na Norton.

Nesse contexto, a Norton compartilha recomendações práticas para ajudar as pessoas a identificar sinais de conteúdos falsos e avaliar informações de forma mais crítica antes de confiar, compartilhar ou amplificar esse tipo de material:

  • Verifique a fonte: confira se a imagem, vídeo ou informação vem de uma conta oficial, de um veículo de imprensa reconhecido ou de uma fonte claramente identificável e confiável.
  • Procure por sinais de manipulação visual: feições faciais ou corporais desproporcionais, gestos não naturais, erros nas mãos, sombras inconsistentes ou movimentos incomuns podem indicar o uso de IA em imagens ou vídeos.
  • Confirme por meio de múltiplas fontes: quando um conteúdo é relevante ou de grande impacto, ele geralmente é corroborado por mais de um veículo de imprensa confiável.
  • Leia a matéria completa: manchetes podem ser sensacionalistas ou chamativas. Certifique-se de ler o artigo por completo para confirmar se não se trata de clickbait — conteúdo com títulos exagerados ou enganosos usados apenas para atrair cliques.
  • Desconfie do senso de urgência ou de mensagens em tom de alerta: conteúdos enganosos costumam ser apresentados como "notícia urgente" ou são projetados para provocar reações emocionais, incentivando o compartilhamento rápido.
  • Evite compartilhar se houver dúvidas: interromper a corrente de distribuição é uma das formas mais eficazes de reduzir o impacto da desinformação. Não compartilhe informações, imagens ou vídeos sem certeza de sua veracidade.

O alerta da Norton se soma a um arcabouço regulatório já em vigor para as eleições de 2026. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que todo conteúdo sintético produzido por IA precisa trazer aviso explícito e destacado, informando que a peça foi fabricada ou manipulada e qual tecnologia foi usada. Já os deepfakes que criem, substituam ou alterem imagem ou voz de uma pessoa para favorecer ou prejudicar candidaturas são proibidos, mesmo com autorização da pessoa representada — e mesmo com esse aparato, a Justiça Eleitoral enfrenta dificuldades técnicas para identificar e punir esse tipo de manipulação em tempo hábil.

Ao adotar uma postura mais crítica e consciente no consumo de informações online, as pessoas contribuem para um ambiente digital mais seguro e confiável. A Norton reforça que a combinação de educação digital, atenção aos detalhes e o uso de soluções de cibersegurança é essencial para reduzir os riscos associados à desinformação e proteger indivíduos e famílias em um cenário cada vez mais moldado pela inteligência artificial.

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