Positivo Tecnologia constrói ecossistema de software e IA para levar pagamentos por biometria da palma da mão ao Brasil
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| imagem divulgação |
A Positivo Tecnologia anunciou a expansão de sua estratégia para consolidar o uso da biometria da palma da mão em transações financeiras e controle de acesso no país. Por meio da unidade Positivo Soluções em Pagamentos, e em parceria com a Tencent Cloud, a companhia passa a buscar ativamente software houses, integradores e empresas especializadas em inteligência artificial para acelerar a criação de aplicações adaptadas ao mercado nacional.
O movimento dá sequência ao lançamento do terminal batizado PalmAI, o dispositivo já é fabricado pela Positivo em sua planta de Manaus e utiliza imagens multiespectrais (RGB e infravermelho) para mapear a estrutura vascular da mão — tecnologia considerada mais difícil de falsificar do que biometria facial ou digital, já que analisa um identificador interno ao corpo. A verificação é concluída em cerca de 500 milissegundos, permitindo pagamentos por débito, crédito ou Pix apenas com a aproximação da mão ao sensor.
Para Norberto Maraschin Filho, vice-presidente de Negócios de Consumo e Mobilidade da Positivo Tecnologia, o hardware é apenas o ponto de partida. "O hardware apenas é o ponto de partida desse ecossistema. O verdadeiro potencial da biometria por leitura vascular da palma da mão está nas aplicações que podem ser construídas sobre essa base tecnológica. Estamos falando de uma nova camada de identidade digital que pode ser integrada aos mais diversos sistemas de negócio, desde pagamentos e programas de fidelidade até controle de acesso e autenticação corporativa", destaca o executivo.
A iniciativa ganha relevância em um momento em que empresas de diferentes setores procuram reduzir fraudes e simplificar processos de autenticação. Segundo o estudo Identity Fraud Report 2025-2026, o Brasil registrou crescimento de 126% nas fraudes envolvendo deepfakes e identidades sintéticas em 2025 — um cenário que reforça o apelo de tecnologias biométricas baseadas em características internas do corpo, mais difíceis de replicar do que senhas, cartões ou até reconhecimento facial.
Além de pagamentos, a tecnologia é apresentada como caminho para controle de acesso corporativo, identificação de pacientes em hospitais, programas de fidelidade, credenciamento em eventos, acesso a áreas restritas e autenticação em instituições de ensino.
Para Maraschin Filho, o próximo passo para acelerar a adoção da tecnologia está na construção de um ecossistema de parceiros capazes de desenvolver aplicações específicas para diferentes verticais de mercado. Nesse cenário, software houses, integradores e empresas de IA desempenham papel estratégico de conexão entre a tecnologia e as plataformas já utilizadas pelas empresas brasileiras, abrindo espaço para novos serviços e modelos de negócio.
A proposta também traz um diferencial econômico: consolidar autenticação biométrica e processamento de pagamentos em um único equipamento, o que simplifica operações e reduz a necessidade de múltiplos dispositivos, gerando ganhos de eficiência para empresas de portes variados.
A expectativa é que os novos terminais inteligentes de pagamento e acesso a ambientes estejam disponíveis para as principais adquirentes do país a partir do segundo semestre de 2026, consolidando a estratégia de diversificação em hardware e serviços de TI da Positivo Tecnologia.
"Embora o mercado brasileiro ainda esteja nos primeiros passos dessa transformação, experiências internacionais já demonstram o potencial da biometria para aumentar a segurança das transações e melhorar a experiência dos usuários. Literalmente, o futuro das soluções de pagamento está nas palmas das nossas mãos", destaca Maraschin Filho.

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