Equifax BoaVista: índice de tentativas de fraudes transacionais cresce pelo segundo mês seguido

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Flavio Sartori

O Índice de Fraude da Equifax BoaVista voltou a crescer em agosto, reforçando o movimento de retomada observado em julho nas tentativas de fraude no comércio eletrônico. A taxa passou de 1,21% em julho para 1,37% em agosto, alta de 13,2% na comparação mensal. Este foi o segundo mês consecutivo de aumento do indicador, após seis meses seguidos de queda no primeiro semestre de 2026.

O movimento de agosto confirma uma inflexão que já havia começado em julho, quando o índice avançou de 1,08% para 1,21% — alta de 12% no mês —, com o volume de tentativas subindo de 248,6 mil para 269,9 mil ocorrências e o valor total das fraudes saltando de R$ 245,3 milhões para R$ 277,6 milhões. Já naquele momento, a Equifax BoaVista atribuía a retomada ao início da preparação do varejo e dos fraudadores para datas comerciais de maior volume, como Dia das Crianças, Black Friday e Natal.

Em agosto, o número de tentativas de fraude cresceu 5,7%, movimento que ocorreu mesmo com queda de 6,3% no volume total de transações analisadas por suspeita de fraude, que passou de 22,3 milhões para 20,9 milhões. Ou seja, embora menos transações tenham sido monitoradas no total, uma fatia maior delas foi sinalizada como tentativa de fraude — um sinal de que os golpistas estão conseguindo se infiltrar de forma mais eficiente entre os consumidores legítimos.

O valor financeiro das tentativas de fraude, por outro lado, recuou 3,4% em agosto, com o ticket médio das tentativas caindo 8,6%, de R$ 1.028,82 para R$ 940,07. Essa combinação — mais tentativas, porém com valores individuais menores — indica um comportamento mais pulverizado dos fraudadores, uma mudança de padrão em relação a julho, quando o ticket médio das fraudes havia crescido 4,2% na comparação com junho.

"Agosto reforçou a mudança de ciclo observada em julho, mas também mostra uma mudança no perfil das tentativas. Depois da retração observada no primeiro semestre, o volume volta a crescer, agora com valores médios menores, o que pode indicar uma atuação mais pulverizada dos fraudadores. Esse comportamento é esperado em um período de preparação para grandes campanhas promocionais, quando os fraudadores buscam se misturar aos consumidores legítimos e testar diferentes estratégias antes dos picos de venda", afirma Juliano Manrique, superintendente de Produtos de ID&Fraud da Equifax BoaVista.

A queda do ticket médio não reduz o alerta para o varejo. Pelo contrário, pode indicar uma estratégia de diluição do risco, com criminosos realizando mais tentativas em valores menores para tentar escapar dos mecanismos de detecção, que também estão cada vez mais modernos.

O comportamento observado em 2026 tem paralelo direto com o que a própria Equifax BoaVista já havia registrado no ciclo anterior: na Black Friday de 2025, o índice de fraude chegou a 4,4% — bem acima da média mensal observada ao longo do ano —, com ticket médio de R$ 1.371,87 nas tentativas identificadas. O histórico reforça que o período que antecede o último trimestre do ano tende a ser marcado por uma escalada progressiva nas tentativas de fraude, à medida que golpistas testam estratégias antes dos picos de venda de novembro e dezembro.

O cenário reforça a necessidade de preparação antecipada para o último trimestre do ano. À medida que se aproximam as principais datas do comércio eletrônico, os varejistas precisam equilibrar prevenção à fraude, redução de falsos positivos e preservação da experiência de compra dos consumidores verdadeiros.

Para os especialistas da Equifax BoaVista, o avanço da fraude no segundo semestre também está relacionado à maior sofisticação das tentativas. Fraudadores utilizam contas criadas com antecedência, dados vazados e padrões de navegação semelhantes aos de consumidores reais para reduzir as chances de bloqueio.

Diante desse cenário, a recomendação aos varejistas é reforçar as camadas de prevenção antes do aumento de transações esperado para os próximos meses. O uso combinado de dados, inteligência artificial e modelos de análise comportamental permite avaliar sinais de risco ao longo de toda a jornada de compra, identificar inconsistências e padrões suspeitos em tempo real e diferenciar com maior precisão uma tentativa de fraude de uma operação legítima. As soluções da Equifax BoaVista apoiam esse processo ao cruzar diferentes informações e indicadores de identidade e comportamento, contribuindo para reduzir perdas sem criar atritos desnecessários para consumidores reais.

O Índice de Fraude da Equifax BoaVista é um indicador divulgado mensalmente pela companhia, que acompanha o comportamento das tentativas de fraude no comércio eletrônico nacional e monitora tendências ligadas a risco digital, comportamento de consumo e movimentações dos fraudadores.

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