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O IX.br (Brasil Internet Exchange) inaugura em Macapá seu 40º Ponto de Troca de Tráfego (PTT), com operação prevista para começar em 25 de setembro. A instalação marca a chegada da iniciativa aos 26 estados brasileiros e se torna o sétimo PTT da região Norte, unindo-se aos já existentes em Belém, Manaus, Palmas, Porto Velho, Rio Branco e Boa Vista.
O IX.br, projeto do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) e do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), é hoje o maior conjunto de Pontos de Troca de Tráfego do mundo, reunindo mais de 3,7 mil Sistemas Autônomos (AS) participantes e cerca de 7,25 mil conexões. A infraestrutura permite que provedores de acesso e de conteúdo troquem dados diretamente entre si, encurtando o trajeto percorrido pelas informações e resultando em conexões mais rápidas, estáveis e baratas para os usuários.
"Com o início das atividades em Macapá, o IX.br cumpre seu objetivo de levar pontos de troca de tráfego a todas as unidades da federação. Essa expansão, ao longo de 22 anos, reflete o compromisso do NIC.br com a melhoria contínua da infraestrutura de Internet no país", afirma Milton Kaoru Kashiwakura, diretor de Projetos Especiais e de Desenvolvimento do NIC.br, destacando o trabalho conjunto com parceiros como RNP, Serpro e governos estaduais.
Para Eduardo Grizendi, consultor para Projetos Especiais da RNP, a inauguração representa "um grande marco para a Internet brasileira" e fortalece a conectividade na região Norte. Já Alex Rogério de Almeida Fernandes, diretor de Infraestrutura Computacional do PRODAP, ressalta o impacto local: "ter um PTT em Macapá significa manter uma parcela maior do tráfego de Internet local dentro do próprio estado, reduzindo caminhos desnecessários, melhorando a latência, a eficiência e a resiliência da conectividade."
O IX.br tem batido sucessivos recordes de troca de dados nos últimos anos. O mais recente ocorreu em junho de 2026, quando a rede atingiu 55 terabits por segundo (Tbit/s) no agregado, impulsionada pelas transmissões dos jogos da Copa do Mundo e pelo consumo elevado de streaming no período.
"A infraestrutura foi dimensionada para suportar variações intensas de tráfego sem degradação do serviço. Além da descentralização gradual da troca de dados pelo país, a discussão antecipada com as redes participantes, tendo em vista a expansão de capacidade e a atualização de equipamentos, foi fundamental para manter a estabilidade do sistema, mesmo nos momentos de maior audiência", explica Julio Sirota, gerente de Infraestrutura do IX.br.
O PTT de São Paulo continua sendo o líder global em volume de troca de tráfego e número de participantes, concentrando cerca de 65% do tráfego total do IX.br. Ainda assim, observa-se uma distribuição crescente entre os demais pontos do país, acompanhada do aumento de Sistemas Autônomos em diferentes localidades.
O PTT de Fortaleza se destaca como o segundo maior do país, favorecido pela posição estratégica do Ceará, que abriga uma das maiores concentrações de cabos submarinos do mundo — fator relevante para a conectividade nacional e latino-americana.
Para reduzir a dependência dos provedores de conteúdo concentrados no IX.br São Paulo, o NIC.br investe no projeto OpenCDN, que cria novas células de distribuição de conteúdo conectadas aos diversos PTTs do país. A iniciativa se baseia no compartilhamento de infraestrutura: redes de distribuição de conteúdo (CDNs) instalam servidores de cache em centros de dados parceiros, armazenando temporariamente cópias dos conteúdos mais acessados e criando "atalhos" para os dados.
O modelo encurta a distância até o usuário final, resultando em entrega mais ágil e estável, com menos falhas e custos operacionais reduzidos. Atualmente, o OpenCDN está presente em Salvador, Manaus, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Caruaru, Feira de Santana, Belém, Goiânia e Campo Grande. Tanto o IX.br quanto o OpenCDN são iniciativas do NIC.br apoiadas pelo CGI.br.

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