LinkedIn lança Hiring Assistant em português para apoiar recrutadores na busca por profissionais qualificados

imagem gerada por IA

Flavio Sartori

O LinkedIn, maior rede social profissional do mundo, anuncia a chegada do Hiring Assistant em português, seu agente de inteligência artificial desenvolvido para apoiar recrutadores na busca por profissionais qualificados e tornar o processo de contratação mais eficiente. O lançamento faz parte de uma expansão simultânea da ferramenta para sete idiomas — inglês, francês, alemão, espanhol, italiano, português e holandês —, ampliando o acesso ao recurso, até então restrito principalmente a usuários em inglês, para times de recrutamento de diferentes mercados ao redor do mundo.

A chegada da ferramenta ao Brasil acontece em um momento de alta pressão para os times de recrutamento. No país, 84% dos profissionais de RH afirmam que a falta de candidatos qualificados tornou o processo de contratação mais desafiador nos últimos 12 meses, enquanto 43% apontam a oferta limitada de habilidades em alta demanda entre os principais fatores que aumentam essa complexidade.

Nesse cenário, a inteligência artificial ganha espaço como aliada dos recrutadores: 87% dos profissionais de RH brasileiros afirmam que a IA ajuda a agilizar as triagens iniciais, enquanto 65% dizem que a tecnologia ajuda a descobrir talentos que antes poderiam não ser encontrados. A tendência é de avanço contínuo — 80% planejam aumentar o uso de IA para identificação de talentos (sourcing) nos próximos 12 meses.

Desenvolvido a partir da rede profissional do LinkedIn e de informações de mais de 1 bilhão de usuários, o Hiring Assistant ajuda recrutadores a identificar profissionais com base em suas habilidades, mantendo transparência e supervisão humana ao longo do processo. A ferramenta se integra ao fluxo de trabalho do recrutador e aprende suas preferências a partir do uso e dos feedbacks recebidos. Entre as atividades que pode apoiar estão a busca e identificação de profissionais aderentes aos requisitos da vaga, a análise de candidatos e a elaboração de mensagens personalizadas de contato.

O funcionamento segue um fluxo relativamente simples: o recrutador descreve a vaga em linguagem natural ou carrega uma descrição já existente, e o agente refina os critérios de qualificação antes de iniciar a busca por candidatos dentro da rede. É importante notar que o Hiring Assistant tem limites de atuação bem definidos pelo próprio LinkedIn: o agente pode pesquisar, analisar e formular recomendações, mas não tem autonomia para tomar decisões finais de contratação, excluir candidatos do processo ou movimentar alguém sozinho dentro do funil de seleção. A responsabilidade final por cada decisão permanece sempre com o profissional de recrutamento.

"Encontrar profissionais com as habilidades certas está mais complexo, ao mesmo tempo em que os recrutadores precisam tomar decisões com mais agilidade. A inteligência artificial pode ajudar a reduzir o tempo dedicado às etapas mais operacionais, mas o olhar, o contexto e o julgamento humano continuam essenciais para uma boa contratação. Com o Hiring Assistant agora disponível em português, queremos ajudar os recrutadores no Brasil a dedicar mais tempo ao que realmente exige conexão humana: conhecer os candidatos e tomar melhores decisões", afirma Milton Beck, diretor geral do LinkedIn para a América Latina.

Recrutadores que utilizam o Hiring Assistant economizam, em média, 1,5 hora por vaga na identificação dos candidatos mais qualificados e registram taxas de aceitação de InMail 66% maiores em comparação com abordagens tradicionais de busca. Além disso, com a versão em português da ferramenta, recrutadores conseguiram identificar candidatos qualificados após analisar até 90% menos perfis — um ganho de eficiência que reduz drasticamente o tempo gasto em triagens manuais e repetitivas.

A eficiência segue como um dos desafios que, na visão dos candidatos, ainda tem espaço para melhorar: 63% afirmam que a busca por emprego ficou mais difícil no último ano. Entre os motivos estão o aumento da concorrência (55%) e a percepção de que os processos seletivos estão mais exigentes (50%).

Os entrevistados também veem a IA como uma aliada nesse processo: 60% acreditam que a tecnologia pode padronizar entrevistas e ajudar a reduzir vieses humanos nas contratações. Entre profissionais de Recursos Humanos, esse número sobe para 78%.

Na avaliação de Rodrigo Gaião, head global de Talent Attraction & Employer Branding da CI&T, o valor da IA está justamente em aumentar a capacidade das pessoas, e não em substituir seu julgamento. "Na CI&T, o Hiring Assistant é utilizado para reduzir o trabalho operacional e ampliar a capacidade do time de recrutamento, permitindo que os profissionais dediquem mais tempo àquilo que exige contexto, relacionamento e julgamento humano", afirma.

Para o LinkedIn, o uso da tecnologia no recrutamento combina eficiência, transparência, conformidade e supervisão humana. O Hiring Assistant foi desenvolvido para apoiar o trabalho dos recrutadores, mantendo os profissionais no controle das decisões — uma diretriz que a própria companhia reforça como central ao posicionamento do produto, disponível como complemento pago à licença do LinkedIn Recruiter.

Metodologia

A pesquisa foi conduzida pela Censuswide com 19.113 consumidores, entrevistados entre 13 e 28 de novembro de 2025, e 6.554 profissionais de RH em todo o mundo, entrevistados entre 10 e 27 de novembro de 2025. Os mercados incluídos foram Reino Unido, Estados Unidos, França, Alemanha, Itália, Espanha, Brasil, Suécia, Países Baixos, Índia, Singapura, Austrália e a região MENA (Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos). A Censuswide segue os princípios da ESOMAR e é membro da Market Research Society e do British Polling Council.

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