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Mesmo ganhando menos que os homens, as mulheres brasileiras lideram o consumo em categorias essenciais do dia a dia e demonstram maior controle financeiro nessas compras. É o que mostra o e-book "Retratos da Mulher Brasileira", da Serasa Experian, que revela que elas realizam até 21,4% mais compras em segmentos de rotina, além de apresentar melhor qualidade de crédito e maior presença digital que o público masculino.
O levantamento mostra que as mulheres lideram a recorrência de consumo em categorias essenciais, mas administram os gastos de forma mais eficiente. Em vestuário, por exemplo, elas compram 21,4% mais que os homens, mas gastam apenas 9,2% a mais por pedido. O mesmo padrão se repete em outras categorias:
- Cosméticos: +16,9% em volume de compras, mas +9,2% em valor gasto
- Mercado: +3,4% em volume de compras, contra -2,7% em valor gasto
A diferença entre os percentuais de quantidade e de valor sinaliza uma consumidora mais presente na rotina, que compra com mais frequência sem elevar o gasto na mesma proporção — um indício de maior planejamento financeiro.
"Quando olhamos o comportamento de consumo da mulher, para além da renda e do score, fica mais claro o papel central dela nas decisões de compra. O levantamento mostra uma presença forte nas categorias que movimentam a rotina, além de maior adaptação ao ambiente digital e indicadores de crédito mais positivos", afirma Giovana Giroto, CMO e vice-presidente de Marketing Solutions da Serasa Experian.
Os dados de crédito reforçam esse perfil: 57,6% das mulheres estão nas faixas de score "bom" e "excelente", contra 54% dos homens. Elas também têm menor presença na faixa de score baixo — 8,4%, ante 9,3% entre os homens.
No ambiente digital, a diferença é ainda mais expressiva: 9,8% das mulheres apresentam alta presença digital combinada com médio ou alto nível de compras online, quase o dobro do índice registrado entre os homens (5,6%). Elas também lideram levemente o grupo das "caçadoras de desconto", com 19,8% contra uma média geral de 19,1%. Segundo Giroto, esse dado "fala sobre atenção, planejamento e capacidade de decisão. É uma consumidora que pesquisa, compara e busca o melhor uso possível do orçamento, sem perder protagonismo nas escolhas de compra".
O retrato ganha outra camada quando cruzado com dados de renda: as mulheres seguem concentradas nas faixas mais baixas. No total, 50,1% ganham até 1 salário-mínimo, contra 45,3% dos homens. Nas faixas de renda mais alta, a presença feminina cai proporcionalmente — entre quem recebe de 5 a 10 salários-mínimos, elas representam 5,32%, frente a 6,38% dos homens; acima de 10 salários-mínimos, a diferença se acentua, com 2,54% de mulheres contra 4,44% de homens.
"Estudos como esse nos esclarecem quem é o público por trás de uma segmentação. Para atrair a atenção das mulheres brasileiras, é preciso entender quem elas são – e isso não se define somente com gênero, renda e localização, mas sim com uma leitura comportamental que, nesse caso, nos revela uma consumidora mais frequente, digital e orientada à eficiência do gasto", explica a executiva. "O que o e-book revela é que, mesmo em um cenário de renda menos favorável, somos nós que sustentamos categorias essenciais e ocupamos um papel decisivo nas escolhas de consumo do país", conclui Giroto.
O e-book completo, com dados sobre empreendedorismo, tecnologia, consumo e comportamento feminino, está disponível no site da Serasa Experian.

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