Nokia lança plataforma de IA e edge que promete mais segurança e resiliência em operações críticas

imagem gerada por IA

Flavio Sartori

A Nokia apresentou sua nova solução Cognitive Operations (CO), uma plataforma comercialmente disponível que unifica comunicações de missão crítica, computação de edge acelerada e inteligência artificial operacional em um único sistema. Voltada inicialmente para os setores de mineração, segurança pública e defesa, a tecnologia foi desenhada para operar diretamente no campo, em ambientes onde falhas de comunicação ou de processamento de dados podem significar risco à vida ou perdas operacionais graves.

O Cognitive Operations amplia a inteligência sobre locais e ativos para equipes que atuam fora dos escritórios — do gerenciamento de conectividade em uma mina à coordenação de veículos de emergência que precisam compartilhar informações em tempo real sobre uma ocorrência, passando por operações em campo de batalha. Para isso, a plataforma combina cinco camadas de capacidade:

  • Assistência baseada em agentes de inteligência artificial.
  • Gêmeo digital 3D das operações, atualizado em tempo real.
  • Análise de vídeo processada localmente.
  • Manutenção preditiva de equipamentos e ativos.
  • Monitoramento autônomo de segurança.

Segundo a Nokia, o resultado é maior resiliência operacional, redução do tempo de indisponibilidade e visibilidade contínua sobre o que acontece em campo. A plataforma também cria uma estrutura de rede sem fio híbrida e dinâmica, sem um único ponto de falha de acesso — um design pensado para manter a operação funcionando mesmo quando parte da infraestrutura de conectividade é interrompida.

“A convergência entre IA, computação de edge e comunicações de missão crítica está se tornando um requisito fundamental para organizações que buscam melhorar o desempenho operacional e a segurança dos trabalhadores. A plataforma Cognitive Operations, da Nokia, demonstra como essas capacidades podem ser integradas para oferecer inteligência acionável e operações mais confiáveis e resilientes em ambientes industriais”, afirmou Ildefonso de la Cruz Morales, analista sênior principal da Omdia.

Na base do sistema está o Nokia Cognitive Edge Node (CEN), um dispositivo robusto de rede e computação de edge que reúne conectividade avançada, redes multiacesso orientadas por IA e processamento acelerado por GPU embarcada. Segundo a Nokia, essa capacidade de processamento local amplia a inteligência de veículos usados em campo e de instalações remotas, permitindo que decisões sejam tomadas no local, sem depender de um data center distante.

O CEN foi projetado para funcionar com um ecossistema de parceiros de acesso. Entre eles está a Rajant, pioneira em redes sem fio Kinetic Mesh®, cuja tecnologia InstaMesh® foi integrada diretamente ao dispositivo. Na mesma data do lançamento, a Rajant anunciou separadamente uma colaboração mais ampla com a Nokia, que também prevê a integração da plataforma de computação distribuída Cowbell ao Cognitive Operations, ampliando os casos de uso para portos e para o setor de óleo e gás, além de mineração, segurança pública e defesa.

Essa colaboração reúne os principais pontos fortes das duas empresas para oferecer benefícios aos clientes, seja por meio de uma rede sem fio mais resiliente ou de uma plataforma de IA integrada”, disse Sagar Chandra, vice-presidente executivo de vendas globais da Rajant Corporation.

Este lançamento representa um passo decisivo no compromisso da Nokia de oferecer inteligência conectada. Nossa solução Cognitive Operations leva a IA diretamente ao campo, permitindo inteligência em tempo real onde as operações físicas acontecem. Junto com nossos parceiros Microsoft Azure e Rajant, estamos construindo um sistema preparado para o futuro para infraestrutura autônoma de missão crítica, com agências de segurança pública, forças de defesa e empresas de mineração e construção liderando esse movimento”, declarou Lelio Di Martino, gerente geral de Operações Cognitivas da Nokia.

Um dos diferenciais comerciais do CO é a flexibilidade de implantação. As empresas podem optar por manter a solução em infraestrutura de TI própria, no local da operação, ou hospedá-la na nuvem por meio do Microsoft Azure Marketplace. No caso da mineração, a Nokia afirma que essa segunda opção permite que operadores implementem a solução em poucos dias, acelerando o retorno sobre o investimento em relação a projetos tradicionais de rede industrial.

A plataforma chega ao mercado com três aplicações verticais dedicadas a setores nos quais a continuidade operacional é inegociável.

Mineração. O Cognitive Operations para mineração é o produto principal da Nokia para o setor e leva toda a capacidade de IA do CO às operações de mina por meio da conectividade resiliente do Cognitive Edge Node. Está disponível tanto para implantação local quanto na nuvem via Azure Marketplace.

Segurança pública e serviços de emergência. Aqui a Nokia introduz o conceito Vehicle as a Node (VaaN): cada veículo de resposta equipado com o Cognitive Edge — viaturas policiais, caminhões de bombeiros, ambulâncias — se transforma em um nó autônomo de inteligência e comunicação. No local da ocorrência, esses veículos se organizam automaticamente em uma rede distribuída, compartilham uma representação 3D da situação em tempo real, processam análises de vídeo localmente e mantêm a comunicação combinando 5G, Wi-Fi e satélite.

Defesa e operações militares táticas. Nessa frente, o CO se estende até a borda do campo de batalha. Cada veículo, unidade e ativo avançado se converte em um nó seguro e autônomo dentro de uma rede tática distribuída, com forças compartilhando uma visão situacional unificada em tempo real. A IA embarcada no próprio dispositivo cuida da fusão de dados de sensores, análise de vídeo e detecção de ameaças, enquanto a comunicação é mantida por 5G, rádio tático e satélite mesmo em ambientes sujeitos a interferência e disputa de espectro.

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