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| Bambu Lab R1 - Divulgação |
A Bambu Lab, fabricante chinesa de impressoras 3D, lançou no mercado brasileiro a Bambu Lab R1, sua primeira cortadora e gravadora a laser dedicada. O preço sugerido é de R$ 30.000, e a venda é feita em varejistas parceiros da empresa.
A máquina tem laser de CO2 de 55 W. Seu diferencial é a integração com todo o portfólio de impressoras 3D da marca, o que forma um "hub de manufatura pessoal" para quem quer ampliar a produção em casa ou em um pequeno negócio.
O produto é voltado a entusiastas que já usam impressão 3D em casa e querem trabalhar com mais materiais. Também mira pequenos empreendedores de produtos personalizados, como designers, arquitetos e profissionais da área educacional.
"Queremos facilitar a criação de peças exclusivas, brindes, protótipos e projetos educacionais, com uma experiência simples para os usuários, sem a necessidade de especialização técnica", afirma Yue Pan, gerente de vendas da Bambu Lab no Brasil. Segundo ele, a meta é reduzir as barreiras de aprendizado para que a inovação chegue a um público maior.
Para eliminar a calibração manual, a R1 usa o sistema de "precisão guiada por câmera". O equipamento alinha o feixe de laser automaticamente em cerca de um minuto. Um sensor mede a altura do material e ajusta o foco, inclusive em superfícies curvas. As câmeras integradas mostram a área de trabalho e permitem posicionar a gravação com exatidão sobre o objeto.
A máquina corta e grava madeira, acrílico (inclusive transparente), couro, tecido, papel, papelão e EVA. Também grava em vidro, pedra, cerâmica e metais revestidos. Apesar de ser um equipamento de mesa, o laser de 55 W corta compensado de madeira de até 18 mm e acrílico de 20 mm em uma única passada, em alta velocidade.
A estrutura fechada tem certificação Classe 1. Segundo Yue Pan, isso dispensa óculos de proteção e a necessidade de manter o equipamento em ambiente isolado. A R1 tem sensores que interrompem o funcionamento se a tampa for aberta, além de sensor de chama e botão de emergência.
O lançamento acompanha o crescimento da marca no país. Segundo dados da importação alfandegária brasileira, a participação de mercado da Bambu Lab subiu de 20% em 2023 para 70% em agosto de 2026.
Para Yue Pan, o avanço reflete uma mudança na demanda dos brasileiros, que deixou de se concentrar no desempenho de uma máquina isolada e passou a buscar soluções intuitivas para materializar ideias.

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