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| imagem gerada por IA |
A cibersegurança é a competência mais valorizada pelos gestores de Tecnologia e TI no Brasil, superando inclusive a inteligência artificial. Segundo pesquisa da Robert Half, 64% dos gestores apontam a área entre as habilidades mais valorizadas, à frente de desenvolvimento de software e aplicações (59%), ciência de dados (58%) e IA generativa (58%).
O levantamento foi realizado online com gestores de contratação de tecnologia e profissionais da área no Brasil, Reino Unido, Holanda, Bélgica, Alemanha, Suíça e França. No país, foram ouvidos 100 gestores e 200 profissionais.
Para a Robert Half, a liderança da cibersegurança reflete a maior dependência das empresas de dados, sistemas e processos digitais. Quanto mais organizações adotam tecnologias baseadas em IA e automação, maior se torna a necessidade de proteger informações estratégicas e ativos críticos.
Na comparação internacional, o Brasil registra o maior percentual de valorização da competência entre os países analisados: 64%, acima do Reino Unido (54%), Bélgica (52%), Suíça (51%), França (46%), Holanda (45%) e Alemanha (43%).
“Quanto mais as empresas adotam tecnologias baseadas em dados, maior se torna a necessidade de proteger informações estratégicas, ativos digitais e processos críticos”, afirmou Alexandre Mendonça, gerente da Robert Half.
Entre os profissionais de TI, o desenvolvimento de competências está distribuído entre IA, nuvem e segurança digital. A principal área de interesse é o desenvolvimento de software impulsionado por IA, citado por 39%, seguido por plataformas de nuvem (32%), cibersegurança (31%) e IA generativa (30%).
Mesmo com o avanço acelerado da inteligência artificial, a segurança digital permanece entre as prioridades de capacitação. Para Mendonça, os profissionais enxergam a cibersegurança como habilidade essencial para operar em ambientes cada vez mais conectados e expostos a riscos.
No recorte geracional, os Millennials são os que mais buscam desenvolver competências em cibersegurança: 40% colocam a área entre seus três principais focos de desenvolvimento profissional. O percentual é superior ao observado entre profissionais da Geração X (35%), Geração Z (28%) e Baby Boomers (20%).
Segundo a consultoria, a diferença está ligada à evolução de carreira e ao aumento de responsabilidades. À medida que profissionais assumem funções mais estratégicas, passam a lidar mais diretamente com risco, governança e continuidade dos negócios.
A valorização da segurança digital acompanha um mercado de tecnologia em expansão. Dados anteriores da Robert Half indicam que 68% das empresas brasileiras planejavam aumentar contratações de tecnologia em 2026, com a segurança da informação liderando a demanda por profissionais no primeiro semestre.
O Guia Salarial 2026 da consultoria também aponta demanda elevada por especialistas em cibersegurança, engenharia de dados e desenvolvimento em IA, reforçando a posição da segurança como área estratégica para empresas e profissionais.

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