Ford doa SupportBelt a ONGs que atuam contra o câncer de mama no Brasil

imagem divulgação

Flavio Sartori

A Ford doou o SupportBelt, acessório que alivia a pressão do cinto de segurança sobre o tórax de mulheres que passaram por mastectomia, a duas ONGs: a FEMAMA, do Rio Grande do Sul, e a OncoSuperação, de São Paulo. As organizações vão emprestar o item às pacientes sem custo.

O anúncio foi feito por Pamela Paiffer, diretora de Comunicação e Responsabilidade Social da Ford América do Sul, no Casa Clã MAMA. O evento, promovido pelas revistas Cláudia e Veja Saúde, reuniu especialistas, pacientes, executivas e personalidades para falar sobre o câncer de mama.

"A Ford atua no combate ao câncer de mama desde 1993, somando mais de 30 anos de apoio à causa. O SupportBelt é uma evolução desse compromisso, aplicando a experiência da Ford em engenharia, design e mobilidade para responder a uma dificuldade concreta enfrentada pelas pacientes", disse Pamela.

Gisele Gengo, presidente do Instituto OncoSuperação, afirmou que a iniciativa está alinhada aos objetivos da entidade, que trabalha pela reintegração social de mulheres com câncer de mama, com foco na recuperação física, no trabalho e nos relacionamentos. Segundo ela, o acessório será útil em diferentes etapas, do pós-cirúrgico à radioterapia.

O SupportBelt é uma proteção acolchoada, de formato anatômico, presa ao cinto de segurança com velcro. Pode ser usado por motoristas e passageiras, para facilitar o retorno aos deslocamentos do dia a dia após a cirurgia.

O desenho côncavo acomoda diferentes tipos de corpo e busca reduzir o contato direto, o atrito e a pressão sobre áreas sensíveis. O material é uma espuma flexível, macia e respirável, com revestimento de toque semelhante à camurça. Cerca de 40% desse revestimento é feito de PET reciclado.

A ideia surgiu em 2022, da experiência de Lynn Simoncini, diretora de criação da VML, agência global de marketing da Ford. Depois de uma dupla mastectomia, ela imaginou uma solução para o desconforto do cinto e levou a proposta à Ford.

O projeto foi liderado pela área de Design de Experiência da Ford, com médicos, engenheiros e outros especialistas, e partiu de relatos reais de mulheres em recuperação. A equipe criou vários protótipos para avaliar formatos, materiais e adaptação. Houve testes em veículos, com engenheiros da Ford verificando se o produto atende às especificações da empresa. A fornecedora Lear Corporation contribuiu com o aperfeiçoamento do design, a escolha de materiais e aspectos da fabricação.

A Ford pediu patente do SupportBelt e também oferece o projeto por licenciamento, para que outras montadoras fabriquem e testem o acessório em seus veículos.


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