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O Google Cloud anunciou nesta terça-feira (27) a disponibilidade geral do Gemini 4 Argon, seu novo modelo de IA de fronteira para tarefas corporativas longas, com várias etapas e alto grau de complexidade. O modelo já está disponível para clientes e amplia a base técnica do Gemini Enterprise e do Gemini Agent.
O Argon foi apresentado em 30 de setembro e chegou ao público em 13 de outubro, em produtos como a API do Gemini, o Google AI Studio e o aplicativo Gemini para assinantes elegíveis. No Google Cloud, está disponível na Gemini Enterprise Agent Platform, nome atual do Vertex AI.
A proposta é permitir que empresas deleguem fluxos de trabalho que antes exigiam horas ou dias de trabalho manual. O modelo analisa grandes volumes de dados não estruturados, incluindo textos, tabelas, gráficos e imagens, e os consolida em entregas estruturadas.
Segundo o Google, o Argon foi treinado para trabalhar até concluir a tarefa, respeitar limites de sistemas corporativos, relatar resultados negativos com transparência e pedir confirmação explícita antes de ações irreversíveis.
O modelo é voltado a áreas como finanças, jurídico e tributário. Na plataforma Vals AI, o Argon aparece em primeiro lugar no Vals Index entre os modelos avaliados, com 68,9%.
Em engenharia de software, equipes internas do Google que usaram o Argon no Antigravity registraram aumento superior a 35% nas submissões de código geradas por agentes. As reversões de código caíram quase um terço. No projeto Chromium, o modelo concluiu, em semanas, uma reestruturação arquitetural em centenas de arquivos de uma base com 40 milhões de linhas.
O Google afirma que o Argon é seu modelo mais resistente a ataques de injeção indireta de prompt. No benchmark Gray Swan, a taxa de sucesso de ataques adaptativos foi de 0,7% em 15 rodadas.
No CWE-bench v1, que mede a correção de vulnerabilidades em código real, o modelo obteve 68%, empatando no primeiro lugar com outros modelos de fronteira.
Entre os clientes e parceiros do acesso antecipado, a ServiceNow relatou aumento de cerca de 20% na taxa de sucesso de tarefas corporativas no NowAI-Bench, em comparação com o Gemini 3.8 Flash. O GitLab destacou a capacidade de sustentar ciclos longos de desenvolvimento com governança.
A Harvey identificou avanços em auditorias transacionais complexas, como fusões e aquisições, conformidade regulatória e capital de risco. A Figma usou o modelo no Figma Make para transformar conceitos em protótipos funcionais mais rapidamente.
Na segurança, a HubX reportou 100% de eficácia na detecção de falhas críticas de código no MarketingX, sem falsos positivos. A Wiz passou a usar o modelo na iniciativa Scan for Good, voltada à proteção gratuita de infraestruturas públicas essenciais.
O Argon não está disponível no plano gratuito. Para desenvolvedores, o preço introdutório é de US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída, valores que sobem para US$ 4 e US$ 20, respectivamente, no preço padrão.
O Google também mantém o Programa Fairwind, que oferece a parceiros governamentais, operadores de infraestrutura crítica e defensores de cibersegurança acesso a uma versão sem as proteções cibernéticas para testes avançados de resiliência.

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