IA já responde por 28% dos incidentes internos de segurança, aponta Trellix

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Flavio Sartori

A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de produtividade e passou a figurar como fonte relevante de risco interno nas empresas. Segundo o relatório Mind of the CISO: The New Insider, da Trellix, 95% dos líderes de segurança ouvidos registraram, nos últimos 12 meses, ao menos um incidente relacionado a ações de sistemas de IA ou autônomos.

O levantamento ouviu 600 diretores de segurança da informação (CISOs) ou profissionais equivalentes nas Américas, Europa, Oriente Médio e Ásia-Pacífico, incluindo 40 profissionais no Brasil. Em média, ações de IA e sistemas autônomos representaram 28% dos incidentes associados a riscos internos.

Os incidentes provocados por agentes internos geraram custo médio de US$ 2,4 milhões por organização. Entre as consequências mais relatadas estão perda de dados (56%), interrupções operacionais ou indisponibilidade (49%) e violações regulatórias ou legais (48%).

O estudo também aponta uma lacuna crítica de resposta: as empresas levam, em média, sete horas para detectar um incidente de risco interno e outras oito para reagir — total de 15 horas. Para a Trellix, esse intervalo é especialmente perigoso em um cenário em que agentes de IA podem agir dentro do perímetro de confiança da empresa na velocidade das máquinas.

“Um intervalo de 15 horas entre a detecção e a resposta não é apenas uma lacuna; é um convite aberto”, afirmou David Soto, CISO da Trellix.

Apesar da adoção crescente, muitas organizações ainda não sabem como os funcionários utilizam ferramentas de IA. Segundo o relatório, 63% dos responsáveis pela segurança afirmam não ter visibilidade suficiente sobre esse uso.

Ao mesmo tempo, 99% reconhecem a necessidade de melhorar o monitoramento de usuários, dispositivos e ambientes ligados a riscos internos. Já 78% das empresas incluem agentes de IA, sistemas autônomos e identidades de máquinas em sua definição de risco interno.

Para os próximos 12 a 24 meses, 99% dos entrevistados consideram que IA e automação serão necessárias para gerenciar riscos internos. Nesse período, 41% das organizações pretendem priorizar investimentos em detecção e resposta a riscos relacionados à IA.

A Trellix também anunciou o Trellix Wise for Private Cloud, núcleo de IA local para centros de operações de segurança (SOCs) baseados em agentes. A solução pode ser implantada em ambientes locais, isolados, híbridos e de nuvem privada, com o objetivo de investigar alertas, explicar decisões e manter os dados sob controle da própria organização.

“As organizações precisam aproveitar a velocidade da inteligência artificial sem perder a visibilidade sobre o que acontece em seus próprios ambientes”, afirmou Rodrigo Buosi, country manager da Trellix no Brasil.

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