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| imagem gerada por IA |
A inteligência artificial já chegou às empresas brasileiras, mas, em muitos casos, pela iniciativa dos próprios trabalhadores. Segundo o estudo “A Experiência Laboral 2026 no Brasil”, da WeWork em parceria com a Offerwise, 43% dos profissionais usam IA por conta própria, enquanto apenas 19% dizem ser incentivados pela companhia.
A pesquisa ouviu 2,5 mil profissionais em todo o país e descreve o movimento como “adoção silenciosa”: a tecnologia entra nas organizações de baixo para cima, impulsionada pela proatividade individual, e não por uma estratégia corporativa estruturada.
O uso da tecnologia ainda se concentra em tarefas mais simples. Entre os que utilizam IA, 70% recorrem a ela para pesquisas rápidas e 55% para atividades técnicas.
Apesar da adesão expressiva, o nível de domínio da maioria dos profissionais permanece básico ou intermediário. Isso limita aplicações mais avançadas, como análise de dados, automação e integrações complexas.
“A inteligência artificial já está dentro das empresas, mas chegou pelas mãos do profissional, não da organização. A pergunta que os líderes precisam se fazer não é se a equipe vai usar IA, mas quem vai conduzir essa transformação”, afirma Claudio Hidalgo, presidente regional da WeWork Latam.
Para a WeWork, a diferença entre o uso individual e a baixa sofisticação representa uma oportunidade estratégica. Empresas que estruturarem capacitação, diretrizes e espaços de troca de experiências podem transformar iniciativas isoladas em conhecimento coletivo.
“Quando cada profissional descobre a ferramenta sozinho, a empresa perde a chance de multiplicar esse aprendizado. Transformar iniciativas individuais em conhecimento coletivo exige diretrizes claras, capacitação e espaços onde as pessoas troquem experiências”, disse Hidalgo.
O estudo também indica que a adoção intencional de IA pode contribuir para o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, além de aumentar a produtividade.
O desenvolvimento profissional aparece como uma das principais preocupações dos trabalhadores: 61% apontam o medo de não evoluir na carreira como sua maior insegurança. Para a WeWork, isso reforça o papel das empresas como facilitadoras do aprendizado em IA.
“O profissional que adotou a IA por conta própria está sinalizando que quer evoluir. As empresas que reconhecerem esse movimento e oferecerem estrutura para ele vão sair na frente, tanto em produtividade quanto em retenção de talentos”, conclui o executivo.

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