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| imagem gerada por IA |
A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) iniciou os testes de um projeto-piloto para avaliar o uso da tokenização em operações com debêntures e fundos de investimento. A iniciativa pretende analisar como uma rede baseada em tecnologia de registros distribuídos, conhecida como DLT, pode modernizar processos do mercado de capitais brasileiro.
O projeto recebeu 39 propostas de instituições do setor, das quais 20 foram selecionadas para a fase de testes. As iniciativas foram apresentadas por instituições individuais ou consórcios que reúnem mais de 50 organizações, entre bancos, gestoras de recursos, distribuidoras e empresas de tecnologia.
Entre os casos selecionados está uma aplicação que testa fundos de investimento e debêntures funcionando dentro da mesma infraestrutura DLT. A proposta permitirá avaliar como diferentes produtos, regras, fluxos operacionais e eventos podem ser integrados em uma rede compartilhada.
Os testes abrangem etapas de todo o ciclo de vida dos ativos, como estruturação, emissão, transferência, registro de eventos e liquidação. A Anbima pretende identificar quais adaptações seriam necessárias nos processos atuais e como a tecnologia poderia se conectar aos controles, participantes e responsabilidades já existentes.
A iniciativa não se limita à criação de uma representação digital dos ativos. O objetivo é compreender como a tokenização pode funcionar em um ambiente regulado e integrado, considerando aspectos técnicos, operacionais e de governança.
Entre os participantes divulgados estão o Itaú Unibanco e consórcios formados por Galápagos Capital e Liqi Digital Assets; Braza Bank, Libertas Asset, Actual DTVM, Ripple Brasil e BBChain; além de iniciativas que reúnem BBVA e VERT Capital.
Outro grupo reúne Banco do Brasil, BB-BI, Caixa, Inter Asset, Inter DTVM, Núclea, RealPrice, BBChain e GoLedger. A diversidade dos participantes busca reproduzir, no ambiente de testes, a estrutura tradicional do mercado de capitais.
A presença de emissores, intermediários, administradores, gestores, investidores institucionais e provedores de tecnologia é considerada importante para identificar pontos de integração, necessidades de padronização e desafios relacionados à governança.
“Mais do que testar uma tecnologia, estamos analisando como ela pode interagir e executar processos, regras e responsabilidades já existentes no mercado de capitais”, afirma Luiz Pires, gerente de Sustentabilidade e Inovação da Anbima.
Os testes são realizados em um ambiente controlado, sem movimentação de recursos reais e sem participação de investidores. A rede DLT foi desenvolvida para permitir o compartilhamento de experiências entre as instituições e a produção de conhecimento prático sobre o uso da tecnologia em ativos financeiros.
“A tokenização precisa ser observada sob uma perspectiva ampla, que considere eficiência, segurança operacional, integração de sistemas e clareza na definição de papéis”, acrescenta Pires.
A expectativa da Anbima é divulgar em novembro os aprendizados obtidos no projeto-piloto. Os resultados serão consolidados a partir das experiências das instituições e dos desafios identificados durante os testes.
A proposta não é substituir imediatamente as estruturas existentes, mas compreender em quais situações a tecnologia de registros distribuídos pode complementar a infraestrutura atual e contribuir para tornar mais eficientes os processos de registro, transferência e liquidação de ativos.

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