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O Índice de Fraude da Equifax BoaVista atingiu 1,42% em setembro, registrando o terceiro aumento mensal consecutivo nas tentativas de golpes no comércio eletrônico brasileiro. O avanço ocorre a poucas semanas da Black Friday, período tradicionalmente marcado por maior volume de transações digitais e pela intensificação das ações de fraudadores.
O indicador havia encerrado junho em 1,08%, passou para 1,21% em julho e avançou para 1,37% em agosto. Entre agosto e setembro, a taxa de fraude cresceu 5,1%. Na comparação entre junho e setembro, a elevação acumulada foi de aproximadamente 31,5%.
Em setembro, foram analisadas 21,18 milhões de transações digitais, ante 20,89 milhões no mês anterior — aumento de 1,37%. Do total monitorado, o levantamento identificou quase 300 mil tentativas de fraude, contra cerca de 285 mil em agosto.
Apesar da alta no número de ocorrências, o valor médio das transações bloqueadas por suspeita de fraude caiu pelo segundo mês seguido. O ticket médio recuou 14,6%, de R$ 940,07 em agosto para R$ 802,96 em setembro.
O valor total das tentativas de fraude também caiu 10,2% no período, de R$ 268,2 milhões para R$ 240,8 milhões. Em julho, o ticket médio das ocorrências havia chegado a R$ 1.028,82.
Os dados indicam que os golpes passaram a ocorrer em maior quantidade, porém com valores individuais menores. Para especialistas, o padrão reforça uma atuação mais pulverizada dos criminosos, que distribuem as tentativas em compras de menor valor.
O avanço das tentativas foi acompanhado por uma elevação na movimentação financeira do universo monitorado pela Equifax BoaVista. O valor das transações submetidas à análise antifraude passou de R$ 11 bilhões, em agosto, para R$ 12,19 bilhões em setembro, crescimento de 10,77%.
O ticket médio das operações analisadas também aumentou, de R$ 526,77 para R$ 575,57 — alta de 9,3%. O cenário mostra que o comércio eletrônico entra no último trimestre com maior atividade, aumento do volume financeiro e maior incidência de tentativas de fraude.
Para Juliano Manrique, superintendente de Produtos de ID & Fraud da Equifax BoaVista, o período exige atenção dos varejistas. “Novembro e a Black Friday estão próximos e já observamos três meses consecutivos de aumento da taxa de fraude. Mais do que olhar apenas para o volume, é importante acompanhar como essas tentativas estão se comportando e reforçar os mecanismos de prevenção sem criar barreiras para as compras legítimas.”
A aproximação das campanhas de Black Friday, Natal e fim de ano amplia a necessidade de as empresas revisarem seus sistemas de proteção. Em períodos promocionais, lojas virtuais enfrentam o desafio de identificar comportamentos suspeitos sem elevar excessivamente as barreiras de compra para consumidores legítimos.
A Equifax BoaVista recomenda o uso combinado de dados, inteligência artificial e análise comportamental para avaliar sinais de risco ao longo da jornada de compra. Esse tipo de ferramenta permite identificar padrões fora do comportamento usual, verificar inconsistências e agir em tempo real.
“Em períodos de grande movimentação, o desafio é aumentar a capacidade de identificar riscos sem comprometer a conversão. As estratégias de fraude mudam rapidamente, e as empresas precisam estar preparadas para reconhecer essas alterações de comportamento em tempo real”, afirma Manrique.
O Índice de Fraude da Equifax BoaVista acompanha a proporção de transações digitais com indícios de fraude dentro do universo analisado no comércio eletrônico nacional. O indicador também permite observar mudanças no perfil financeiro dos golpes e no comportamento dos criminosos.
Com a Black Friday se aproximando, a alta observada desde julho reforça a necessidade de monitoramento contínuo por varejistas, marketplaces, meios de pagamento e empresas que operam no ambiente digital.

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