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A Opera começou a disponibilizar modelos de IA que rodam no próprio computador do usuário, como parte da próxima geração de seus navegadores. O recurso, chamado WebAI, chega como prévia antecipada no Opera One. O Opera GX e o Opera Neon virão depois. A empresa também apresentou o HTML-in-Canvas, que insere páginas da web ao vivo em cenas 2D e 3D.
Com a IA local, desenvolvedores podem criar recursos baseados em modelos gratuitos de pesos abertos (open-weight) sem manter infraestrutura de IA nem pagar por solicitação. Usuários não precisam de assinaturas, e os dados processados ficam no dispositivo. A Opera dá o exemplo de uma extensão que organiza abas, sinaliza títulos caça-cliques ou identifica vagas de emprego com um modelo instalado no notebook, sem conta, sem custo e sem enviar dados à nuvem.
O WebAI é compatível com as Built-in AI APIs, propostas originalmente pelo Chrome e que ainda não são um padrão do W3C. Permite que sites e extensões usem IA hospedada pelo navegador para gerar textos, classificar conteúdo e entender relações entre informações. A implementação é independente de modelos e baseada em modelos abertos. No lançamento, já dá acesso a modelos do Google e da Apple, incluindo o Gemma e, em Macs, o Apple Foundation Model (AFM) executado no dispositivo.
O recurso é opcional: nada é baixado até que o usuário o ative, e há permissões específicas por site. A Opera disponibiliza extensões de exemplo, como uma que transforma um artigo em arte em movimento, em que frases semelhantes ficam visualmente próximas.
"Grande parte do que as pessoas querem da IA não precisa de um data center. Seu notebook já consegue fazer isso, sem enviar seus dados para lugar nenhum", afirmou Krystian Kolondra, vice-presidente executivo de Navegadores e IA da Opera. Ele lembrou que a empresa liberou modelos locais a desenvolvedores em 2024, em versão experimental, e agora os leva a todos os usuários.
A prévia roda em computadores Windows de 64 bits (Intel ou AMD) e em Macs com Apple Silicon. O desempenho depende do hardware. A Opera planeja oferecer mais modelos abertos, otimizados para diferentes dispositivos, e mais ferramentas para criar experiências com IA local.
O HTML-in-Canvas permite colocar páginas reais e interativas em cenas 2D e 3D. Menus, botões e formulários acompanham a cena e continuam funcionando, com o HTML e o CSS que os desenvolvedores já conhecem. A Opera vê o recurso como natural para jogos e para o Opera GX.
As demonstrações incluem o Webpage Bulldozer, em que elementos de páginas viram objetos físicos, e o Gamer Room, uma sala 3D com páginas ao vivo nas telas. Elas funcionam nos navegadores Opera sem configuração.
"Você pode pegar uma página real da web e jogá-la em um mundo 3D, e tudo continua funcionando: botões, textos, menus, tudo", disse Maciej Kocemba, diretor de Produto do Opera GX.
Mais detalhes estão nos blogs da empresa: next.opera.com/blog/web-ai-local-ai/ e next.opera.com/blog/html-in-canvas/.

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